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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

1ª Feira de Cultura e Arte


O Projeto Arte ao Relento marca o 5º ano da Escola Casa Verde. Esta edição contempla a 4ª Roda de Leitura e a 1ª Feira de Cultura & Arte. Novos espaços serão inaugurados e integrados aos ideais da Casa Verde.

Numa troca de fazeres, comungaremos encontros, vivências, apresentações e oficinas com produtores orgânicos, artistas plásticos, músicos, dançarinos, escultores, artesões, poetas, contadores de histórias, educadores, brincantes, aprendizes e claro, com os “passarinhos” da Casa Verde.

Haverá também troca de brinquedos, degustação de frutas do quintal, comidinhas e sucos naturais. As ações desta 1ª Feira, coerentes com a filosofia da Escola Casa Verde, promovem ideais humanos e sustentáveis num espaço harmônico e aconchegante.

A Feira acontecerá no dia 12 de dezembro, tendo iníco as 9 horas da manhã.

Mais informações na página do evento no Facebook  



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Na escola Casa Verde, aprendemos a conviver com pessoas, plantas e bichos. Crianças entre 2 e 10 anos de idade, aprendendo a ser humanas, inteiras e também parte do mundo. Aprendendo com os pássaros. Venha construir com a gente um futuro sustentável. Matrículas abertas para 2016.
(62) 3549-5154     (62) 3549-5154 / 9966-7116

  No link abaixo, um vídeo com uma bela mensagem dos alunos da Escola Casa Verde:
Casa Verde, Casa Água




sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O pequizeiro - colheita

Aqui um pedacinho da "COLHEITA DO PEQUI" aqui na Escola casa Verde. Você conhece um pequizeiro?

"(...) Ele semeava tranqüilo
sem pensar na colheita
porque muito tinha colhido
do que outros semearam."
(Cora Coralina)


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Uma visita especial



Escola pressupõe: currículo, planejamento... , porém, nada pode ser maior que a vida. Uma educação sensível agrega às grades curriculares a vida e a alegria, tão pulsantes na infância.



domingo, 1 de dezembro de 2013

Uma pausa para a Matemática


“ A disciplina intelectual do educando (..) ganha sentido real 
quando se vai constituindo nesta relação curiosa entre ele, educando, 
como sujeito que conhece, e o objeto a ser conhecido.” (Paulo Freire)



 Nosso trabalho na escola é assim, um escarafunchar constante. Plantamos e colhemos os frutos, cuidamos do jardim, conversamos sobre as nossas tarefas, tratamos dos animais, fabricamos a nossa comida . A matemática, a linguagem, as ciências todas se fazem presentes  a cada ação. Qualquer que seja a proposta de construção conjunta, a  lógica esta presente: descrevendo, comparando,  agrupando, medindo, retirando, complementando, observando, marcando o tempo, o espaço, quantificando os objetos, as plantas, os animais...O mundo é assim, todo imbricado, e está a exigir-nos competências várias. Onde há uma ação reflexiva mais que os cálculos a vida esta presentes  cobrando atitude, coragem, ação e reflexão.

                                     

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Repartindo o verbo AMAR liberto de qualquer gramática.



Repartindo o verbo AMAR liberto de qualquer gramática.



"Foi preciso conter o desejo da mão.
Fechamos os olhos para ver melhor. 
Sem ver: enxergamos, ouvimos, sentimos o inaudível. 
É assim que se apreendem as lições da terra 
e de tudo que nela habita. "

(trecho de relatório de atividades da Escola Casa Verde)




quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Salvando a jabuticabeira

Patrulha da Jabuticaba:
A mudança da jabuticabeira para a Casa Verde


"As plantas me ensinavam de chão.
Fui aprendendo com o corpo.
Hoje sofro de gorjeios nos lugares puídos de mim.
Sofro de árvores."

Manoel de Barros (Compêndio para uso de pássaros)



Percebendo a nossa vontade de chafurdar a terra, o professor João Batista parou a Patrulha e convidou:

Vamos trabalhar com a terra? 

A alegria foi geral. Sentamos em volta daquele buracão, prontos para qualquer tarefa. Foi preciso conter o desejo das mãos, ávidas por terra, adiar a alegria da futricação, pois antes de por a mão na massa, quer dizer, na terra, João ensinou-nos a demorar o olhar por sobre as coisas a nossa volta. Foi ai que fechamos os olhos para ver melhor. Elencamos tudo o que víamos, sem ver: Bananeira, alamandra, sabiá, buriti, dipladênia, minhoca, coró de pau, lagarto, “ Casal Passarão” que é um casal de pássaros gigantes que moram no buriti, Cigarra...

- E canto de cigarra professor, vale também? – Perguntou o Rafael. 

 Ai pronto, a lista não acabava mais. Elencamos o que não víamos, mas ouvíamos, sentíamos: vento, Cheiro de terra, mosquito, dor de barrigal... choro do João Gabriel, briga do Lui, Manuel de Barros poetando: Eu queria que minhas palavras, de joelho no chão pudessem ouvir as origens da terra”, que a Alexandra escreveu no vaso bem ali, Saíram coisas do arco da velha...

João explicou-nos que só é possível apreender o silencio e o som, a vida e a morte, o cheio e o vazio, ou mesmo as lições de tudo que é bichos, planta, gente, etc. se fecharmos os olhos. Assim, sem ver, enxergamos, ouvimos, sentimos os carecimentos da terra e de tudo que nela habita. 


Andamos mesmo precisando exercitar a demora do olhar, o silencio mais profundo. João explicou ainda que separou a terra que tirou para fazer o buraco assim: a que estava na parte de cima do solo ficou de um lado e a que estava mais profunda, do outro. O monturo de terra que estava mais superficial tinha uma coloração escura por causa dos nutrientes, processados por um batalhão de seres pequeninos, quase imperceptíveis, trabalhadores incansáveis a transformar matéria orgânica em humos. As raízes de nossa futura moradora seriam cobertas apenas com a terra preta, boa para fornecer-lhe todos os nutrientes necessários a sua recuperação.

Havia no monturo de terra preta muitos insetos. 
Dentre eles, uma família enorme de cupins. Havia também uma infinidade de matéria ainda não processada o que por certo atrairia aquele exército de soldadinhos, recrutados na infantaria da terra. Minúsculos em estatura, mas fortes, renitentes e prontos para o combate organizado e silencioso. Todo cuidado era pouco para mantê-los afastados das raízes frágeis que estavam por vir. Nossa tarefa agora era afastar qualquer sinal de morte que pudesse atraí-los. O que transformaria nossa jabuticabeira em humos antes do tempo. 

E foi graveto, fragmentos de grama, pau, folhas secas, pedaços de raiz, pra um lado e terra preta pro outro. 
Enquanto garimpávamos os restos de ramo, graveto,... a professora Elizete lembrou que a palavra 'homem' deriva da palavra 'humos' que quer dizer origem de todas as coisas inclusive da vida. 

– Observem a matéria que separamos da terra. 

Cada uma tinha uma forma de vida, agora estão todas aqui no mesmo monturo, transformando-se em humos para ganhar novas formas de vida. A palavra ”humilde” também deriva de humos por causa desse processo. Decompor-se, e recompor-se em favor de uma nova vida. Reduzir-se em partículas extremamente minúsculas para depois reunir-se à terra, somando força em favor de um objetivo nobre e de extrema importância, no nosso caso, garantir a vida da nossa jabuticabeira.

Nosso trabalho na escola é assim, um escarafunchar constante. Plantamos o jardim, conversamos sobre as nossas tarefas, cuidamos dos animais, fabricamos a nossa comida, colhemos os frutos, trabalhando a terra feito bicho, numa escavação constante. Tatuzinhos cavando a própria casa, a própria morte, a própria sorte. . .

E foi tatu pra todo lado Tatuzando, que é o mesmo que tatu tá. Vem tatuzar também! Vamos precisar de muitos tatuzinhos e tatuzão, daqueles bem fortes pra ajudar a transportar e plantar uma jabuticabeira enorme.

Mas esta história fica para uma outra vez.


Relatório elaborado pelos alunos e professores do grupo de 7 a 8 anos.


“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. 
Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.”

Cora Coralina