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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Parcerias da Escola Casa Verde - Colégio Estadual Prof. Geraldo Ribeirão da Silva

Na Oficina de dança...
Maria Fernanda iniciou a oficina delimitando um espaço com fita crepe no intuito de demarcá-lo para receber a criação, o movimento, a sensação. Para as crianças, o espaço da sala modificado gerou um sentimento de receio sobre o que estava por vir, mas ao mesmo tempo estavam dispostas a participar desse mundo desconhecido. Ao longo da oficina percebemos o quanto essas crianças, que praticamente não vivenciam processos artísticos como esse, respondem com tanta criatividade e entusiasmo e anseiam por aprender mais.São crianças que mal sabem escrever o nome, mesmo com idade entre 7 e 11 anos. 
Se nesse breve momento as crianças responderam tão bem à proposta, como seriam se atividades assim fossem regulares?
Um pouquinho da oficina:


Desdobramentos



Em parceria com a Escola Casa Verde. o projeto PAISAGENS CORPORAIS convidou o  Colégio Estadual Prof. Geraldo Ribeirão da Silva para participar com seus alunos de uma Oficina de Dança Contemporânea ministrada por Maria Fernanda Miranda. 

A intenção da oficina foi possibilitar às crianças participantes uma experiência rica e prazerosa com o movimento corporal, percebendo suas potencialidades expressivas e criativas. 









Segundo Maria Fernanda:

"Quando Érica me convidou para essa parceria dentro de PAISAGENS, os pés foi o primeiro trabalho corporal escolhido para auxiliar na elaboração e desenvolvimento do inventário no corpo, bem como do processo de criação vigente. Considerado raízes de um corpo mastro, pronto para a dança, os pés possuem uma intima relação com a terra a partir de seus múltiplos apoios gerando um alinhamento de toda a estrutura óssea e muscular obedecendo os seus desenhos espiralados. Apoios esses, que no trabalho de sugar, amassar, mastigar, devolver e revolver, espalhar, dão inicio ao processo de descortinamento de uma paisagem que circunscreve nossa memória, gerando movimentos genuinos. E foram esses múltiplos apoios dos pés que trabalhamos em nosso primeiro encontro."

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Oficina de Dança na Casa Verde

Momentos na Casa Verde 


Lembrando a Oficina de Dança, realizada em 4 de abril de 2013, na Escola Casa Verde, ministrada por Maria Fernanda Miranda. 

Esta oficina fez parte do projeto “Paisagens Corporais”, que recebeu o Prêmio FUNARTE de Estímulo ao Circo, Teatro e Dança - 2010. 

A intenção da oficina foi compartilhar os elementos corporais que foram utilizados na concepção do espetáculo de dança CAÇADA. Possibilitar às crianças participantes uma apropriação desta experiência, a possibilidade de perceber quantas potencialidades expressivas e criativas existem em nosso corpo.




A OFICINA: CONSTRUINDO UMA PAISAGEM COM OS PÉS

Como parte integrante do projeto  Paisagens Corporais, essa oficina convida as crianças a também explorarem criativamente um dos elementos trabalhados dentro dos laboratórios de criação do referente espetáculo: OS PÉS.
Base de nosso corpo, os pés nos organizam para a dança oferecendo uma gama de possibilidades expressivas, permeando não só a percepção de sua estrutura músculo/esquelética, mas também o campo nas imagens e da memória.

A oficina possui três momentos:

•a primeira refere-se ao trabalho de propriocepção (sentido do movimento), percepção da estrutura músculo/esquelética, e a relação desse sentidos com o espaço que ocupam e a forma como ocupam, ativando, juntamente, a pele/corpo do grupo para que possam explorar criativamente os pés;


 •a segunda diz respeito a uma brincadeira/jogo dos pés, onde jogaremos os diferentes tipos de chão e suas qualidades de movimento, proporcionando um diálogo entre as crianças por meio das relações com o espaço que ocupam e se deslocam, com as variações rítmicas e com os objetos cênicos que integrarão a ação de Jogar/Brincar.

•A terceira parte diz respeito a expressividade por meio do desenho. Que paisagem meus pés construíram? Que paisagem gostariam de estar?


  Abaixo, um pequeno vídeo da oficina  
Construindo uma Paisagem com os Pés



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Artes e Ofícios - Atividades Extracurriculares



Sob o mote das artes e dos ofícios, a Casa Verde oferece programação extracurricular em 2013. 
As atividades são realizadas durante a tarde, quase sempre no quintal, onde a sombra estiver mais generosa

Os grupos são formados por crianças a partir de 2 anos, e as dinâmicas programadas visam favorecer-lhes o desenvolvimento da criatividade e raciocínio lógico, da sensibilidade e sociabilidade, das noções espaciais, rítmicas e habilidades motoras. Cada proposta estimula a criança de uma forma específica, favorecendo-lhe a desenvoltura de maneira variada, íntegra e saudável. 


ATIVIDADES OFERECIDAS:

Música
Os participantes são estimulados a descobrir a arte musical através do contato com o ritmo, melodia, harmonia e também pela familiarização com notas e partituras musicais. 

E são estimulados ainda, pela iniciação no manejo de instrumentos variados
 como tambores, chocalhos, violões, marimbas e garrafosons.


Jogos Teatrais
 

Abarcam elementos da capoeira, dança, teatro, música, artes marciais, esportes, yoga, brincadeiras de rua e da cultura popular. 

                        
As atividades exploram as potencialidades do corpo através de ritmos, movimentos e diálogos. Propõem desafios que estimulam o raciocínio, a sensibilidade 
e a percepção das crianças.


Recriação de Utilidades
Envolve a leitura do ambiente, identificação de necessidades e motivação para solucionarem-se problemas de forma ecológica e sustentável. A atividade de recriação parte da utilização de elementos já descartados como madeira, cerâmica, papel, plástico etc, para transformá-los em objetos úteis e belos. Estimulando a consciência e a criatividade, aguça nas crianças o senso de responsabilidade ambiental associado à estética e as habilidades manuais na construção de utensílios.


Pilates para Crianças
Atividade lúdica que trabalha todo o corpo, baseada nos estudos de
 Fletcher Pilates. Fortalece grupos musculares importantes para a estrutura postural. 
Também favorece o equilíbrio e a consciência corporal, diminui a ansiedade e melhora a concentração e a atenção das crianças.



Dança
Trabalho corporal criativo que visa aumentar o repertório corporal e expressivo da criança. Experimentando e explorando os elementos da dança, em diversas dinâmicas, desperta a percepção musical, ritmo, coordenação motora e criatividade.


Balé Expressivo
Inspirado no trabalho de Barra ao Solo, explora gradualmente os fundamentos básicos da técnica do balé clássico. Respeitando as diferenças físicas individuais, fortalece, alinha e alonga o corpo, despertando a conscientização sobre suas potencialidades e limitações. Visa à harmonização do movimento, coordenação, concentração, musicalidade e memorização de exercícios.


Artes Circenses

Contempla malabarismo, equilibrismo, movimentos corporais, confecção de instrumentos e dinâmicas reflexivas. As atividades favorecem à alegria, o desenvolvimento da coordenação motora, noções de ritmo, tempo, espaço, lateralidade, agilidade de raciocínio e muito mais.






Jardinagem
O contato com a terra, areia, folhas e o aprendizado sobre as necessidades, particularidades, formas de reprodução e cultivo das plantas desperta nas crianças o senso de cuidado e respeito à vida. Com a sensibilização pelas atividades de plantio e manutenção das plantas, busca-se favorecer que as crianças estendam essas virtudes também às relações humanas. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

POR VIR - O FUTURO SE APRENDE


Escola Casa Verde, em Goiás / crédito Lily/ Fotolia.com 'currículo verde é trabalhado sem distinção de séries ou disciplinas, 
a partir de situações cotidianas'

Confira matéria e comentários publicados sobre a Escola Casa Verde no  http://porvir.org/porfazer/escola-em-goiania-propoe-aulas-quintal/20121206

O Porvir é uma iniciativa do Inspirare, instituto que busca inspirar inovações em iniciativas empreendedoras, políticas públicas, programas e investimentos que melhorem a qualidade da educação no Brasil.

Escola em Goiânia propõe aulas no quintal

Nesse colégio em Goiânia há salas convencionais, mas as quatro paredes são usadas o mínimo possível: em dias chuvosos, discussões mais calorosas ou para realizar pesquisas em livros e na internet. Os estudantes de ensino infantil e fundamental I na escola privada Casa Verde, em Aparecida de Goiânia, região metropolitana de Goiânia, passam cerca de 80% do tempo de aula ao ar livre, em um quintal ajardinado. O currículo “verde” da escola é trabalhado por meio de um modelo de aprendizado por projeto, onde não há divisão por série ou disciplina. Os conteúdos são trabalhados interdisciplinarmente a partir de situações cotidianas como o acompanhamento de filhotes de pássaros ou da gestação dos animais.
Na prática, um grupo de alunos, por exemplo, precisa cuidar do ninho de pássaros feito numa flor-de-maio no quintal da escola e também ficar atento aos micos que sempre aparecem pelos arredores. Enquanto outra equipe precisa cuidar de Lua, a cadela, que recentemente teve oito filhotes. O cuidado com os animais vira conteúdo: aprendem sobre a gestação, quanto tempo os bebês demoram para se alimentar ou quando podem se desgarrar das mães. O mesmo acontece com as aves: quantos ovos botam anualmente galinhas, galinhas d’angolas, gansos e patos.
crédito Escola Casa Verde / Divulgação
  As atividades são adaptadas ao currículo obrigatório das pouco mais de 50 crianças, de 2 a 10 anos. “Na realidade social, no dia a dia, as coisas não acontecem, por competências, de forma isolada como as escolas costumam trabalhar; mas sempre de maneira simultânea”, afirma Elizete Lima, a coordenadora pedagógica da escola e especialista em planejamento escolar pelo IIPE/Unesco.
Um dos projetos realizados por estudantes do 1° ao 4º ano é o Suco da Luz do Sol. Nele, os alunos trabalham, principalmente, a educação alimentar: o cultivo do solo, o plantio, a colheita e o consumo dos alimentos.  A experiência, focada em ciências naturais, permite que os estudantes aprendam conteúdos sobre gêneros textuais (narrando ou descrendo as atividades), em língua portuguesa, ou sistemas de medidas, em matemática.
“Não importa se o aluno demora 100 ou 200 dias letivos para cumprir seu currículo, ele pode mudar de nível escolar em um semestre. O ideal é que ele realmente domine os conteúdos.”
Em outro projeto, Cuidado com o Mundo, os alunos realizam atividades sobre preservação do meio ambiente por meio de visitas ao rios próximos à escola. A partir do estudo de meio, eles aprendem sobre quilometragem, como tratar os resíduos ou até mesmo como se reproduzem os seres que vivem na água. “Juntos, crianças e professores planejam, experimentam e avaliam os resultados. Além desses aspectos, os temas ligados à sustentabilidade abrem infinitas possibilidades de investigação e entendimento sobre respeito, responsabilidade e principalmente consciência ambiental”, afirma Elizete.
De acordo com ela, as escolas em geral não dão conta de empoderar as crianças e uma das formas de se fazer isso seria através da educação por projetos e da não separação dos alunos por séries ou distinção de disciplinas. “Cada aluno é uma identidade. Adotamos o mínimo exigido da grade obrigatória, conforme os parâmetros curriculares para a educação básica. O professor precisa acompanhar o aluno na experiência, ajudando-o a reconhecer-se capaz de aprender e ensinar. Atendendo necessidades específicas de cada um”, diz. “Não importa se o aluno demora 100 ou 200 dias letivos para cumprir seu currículo, ele pode mudar de nível escolar em um semestre. O ideal é que ele realmente domine os conteúdos.”
Tags:    // // sustentabilidade

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A Escola Casa Verde

No mês de outubro recebemos a visita da jornalista Riva Kran, repórter da Rádio Brasil Central de Goiânia. Interessada no trabalho de educação ambiental desenvolvido pela Casa Verde, Riva passou o dia inteiro na escola, acompanhou as atividades, conversou com os educadores, as crianças e também com algumas famílias que apareceram para deixar ou buscar os filhos.

Como resultado da sensibilidade, observação e entrevistas realizadas pela jornalista e sua equipe, foi ao ar na RBC matéria que nos deixou bem felizes. Daí, juntamos algumas imagens de arquivo e construímos o vídeo que ora apresentamos:

Confira e aproveite!














domingo, 23 de setembro de 2012

Estudo de campo no rio


Que maravilha seria, se pudéssemos estudar vegetação à beira de um rio! Sim, poderíamos conhecer os pássaros e insetos que por ali vivem, a grande diversidade de elementos presentes nesse ambiente e ainda tomar um banho gelado, nessa ensolarada manhã de setembro. 

PÉ NA CALÇADA...

pelo caminho, utilidades desprezadas...




"Cada coisa ordinária é um elemento de estima


Cada coisa sem préstimo
tem seu lugar
na poesia ou na geral"
(em: Matéria de poesia, de Manoel de Barros)



Logo no início, deparamos com um problema relacionado ao lixo. Chegando às margens do rio, foi preciso manter distância das águas. Aproximar-se sem conhecer-lhes a deliciosa frescura. O que é para uma criança aprender sem tocar? Aprender apenas vendo? Sem sentir, sem perceber o objeto de estudo com as mãos…



Uma sensação de vazio toma conta das crianças, como se algo faltasse para que aquela experiência fizesse todo o sentido.







Nos barrancos corroídos pela erosão, os sinais da devastação provocada pela ação humana.
Esse problema existe em incontáveis lugares de nosso planeta. A poluição das águas, o desmatamento da vegetação ciliar, o assoreamento de rios e outros sérios desequilíbrios ambientais refletem, no ambiente, as limitações humanas.
Infelizmente, o que vimos não foi nenhuma surpresa. Já esperávamos encontrar um rio poluído em nossa aula de campo.

COMEÇARAM A SURGIR PERGUNTAS...

Mas o que podemos fazer para melhorar essa situação? Que fazer para superar essas nossas limitações, que contribuem para a poluição do rio? O primeiro passo é esse, tomar consciência do todo. Ir até o rio, não poder entrar, sentir seu odor, observar como se encontra a vegetação ao redor, já é um bom começo. Afinal, não podemos resolver problemas que não conhecemos. Saber, perceber e sentir que o problema existe foi o que fizemos nessa aula. Pensar soluções possíveis e tomar providências será o próximo passo, no decorrer de nossas atividades na escola.

Apesar de todas as dificuldades encontradas, ainda coletamos sementes que favorecerão à vida do solo em nossa Casa Verde.



“O grupo de alunos do 1° ao 4º ano da turma da manhã do professor João Batista, observou o rio perto da escola. Aquele rio estava poluido mas ainda tinha forma de vida que eram os girinos e tinha um jambuzeiro, tomateiro, leucena e a terra era seca, sem nenhum nutriente, não tinha mata ciliar e desbarrancou a terra. Na minha opinião, isso ainda pode ser resolvido colocando de volta a mata ciliar e principalmente plantas que reforcem a terra.” (Parte do relatório de visita da aluna Tuyá Rodrigues Werneck - 9 anos)


"Nós vimos várias erosões e crateras na terrra. Não tem quase nenhum bicho lá, só tem queimada. Tá tudo poluido e sem mata ciliar". (Parte do relatório de visita de Guilherme Lima Araújo - 9 anos)